segunda-feira, 7 de novembro de 2016

slackerbitch


Havia essa garota no Inferno de Pernas Bonitas, a Jennifer. Ela era bem magra, daquelas putas aidéticas que, bem, não se encaixava muito bem no perfil daquele local. Bruce era exigente; sempre foi, ele escolhia suas garotas a dedo. Jennifer era diferente de Gabrielle, por exemplo, que tinha um nome de puta cara, seios fartos e bunda arrebitada, assim como Jane Doe, a ruiva de pele mais branca do que qualquer louça que ela mesma passava horas lustrando. Não, Jennifer era magra, suas costelas apareciam por baixo da roupa justa e mal escolhida, degraus de uma ladeira suja; se tropeçar, você cai, abre uma ferida e contrai gonorreia. Jennifer era nome de puta barata e Jennifer não era barata, ela era cara e perfeita para o Inferno.

Jennifer era uma daquelas ninfomaníacas doidas; ela não usava cristal ou heroína, seus braços eram intactos: pele seca e sem graça, mas nenhum roxo, nenhuma erupção infecciosa; seu vício era apenas um, é, você está certo, era o sexo. O rosto não era de todo feio, ela era uma típica garota americana, ossuda e desengonçada, cabelo loiro natural sem volume e sem brilho, assim como seus olhos azuis, nada de mais nos olhos azuis.

O negócio é que Jennifer era sedenta por sexo, ela vivia disso porque queria e não vinha de uma família pobre e condenada como a maioria das meninas que estavam ali. Isso não deixava as outras prostitutas muito felizes, elas não gostavam de Jennifer, achavam que o lugar dela era na lata de lixo. Eu não tinha problemas com Jennifer, a verdade era que ela não conversava com ninguém. Quando não estava trabalhando, estava fodendo e seu trabalho era foder. Poucas vezes cruzei com ela no balcão do bar, antes mesmo de começar a trabalhar lá. Ela me ofereceu um programa, eu não fui, porque bem, eu conseguia foda melhor de graça. Ela estava disposta a me dar sua boceta de graça, mas me ofereceram uma dose de heroína. O vício de Jennifer é muito mais saudável que o meu.
Bem, agora eu trabalhava lá e Jennifer não estava fazendo nenhum programa e não sei ao certo o que estava fazendo no quarto dela. Lembro-me de ter ido buscar algo que pertencia a Jane (nós dividíamos um quarto, naquela época), uma escova de cabelo ou algo assim. Lembro de ter pensado no porque da Jennifer ter pedido uma escova para a Jane. Ela tinha o cabelo ralo e seco, não havia o que pentear ali. Provavelmente havia enfiado aquela coisa na boceta por uns trocados, alguns clientes às vezes propõem esses desafios doidos, e bem, eu e Jennifer éramos conhecidos por sempre completá-los.


Jennifer começou a conversar comigo, eu não gostava muito quando ela falava, sua voz era alta e chata, ria como uma hiena, era incômodo e eu queria ir para o bar. Ela me convenceu a ficar com ela um pouco mais, porque estava provando uma lingerie que Bruce havia comprado especialmente para ela. Era engraçado porque, apesar de levantar a mão para elas por qualquer coisa, eu tinha certeza de que Bruce amava suas garotas. Jennifer não era bonita, mas Bruce achava que ela era, enchia seus ouvidos de elogios sinceros, comprava as roupas que ela queria. Ele era assim com todas elas, menos com Jane Doe. Jane Doe era quem cuidava dele.

Eu lembrei disso e disse pra ela que estava bonita, e não era mentira. Seus seios pequenos pareciam duas embalagens de bombons cuidadosamente envoltos em papel celofane, o sutiã era de um rosa claro inocente, que não combinava com a personalidade dela, mas casava com seu rosto. A calcinha, a cinta-liga e as meias eram da mesma coloração. Repeti que ela estava bonita e disse que pegaria minha câmera para tirar algumas fotos, se ela permitisse. Jennifer sorriu como uma garotinha.
Quando eu voltei para o quarto ela estava na cama, Jennifer fazia pose e eu me sentei ao lado dela e comecei a conversar sobre um cliente que estava há horas no meu quarto comendo Jane Doe; Jenny (como gostava de ser chamada na cama), disse que já havia atendido ele e que o homem gostava de bater e mordia muito forte. Fiquei pensando algum tempo na ruiva, e Jennifer perguntou porque eu gostava de tirar fotos dos outros.

Eu lhe disse que eu não tinha nada mais para fotografar e que só estava passando o tempo. Não era nada disso, eu gostava mesmo de tirar fotos, e a curva que a barriga de Jenny fazia quando ela estava deitada, apenas conversando sobre algo que não era sexo, era intrigante. Imaginei como um estômago, um pâncreas, rins e intestino conseguiam se apertar em um corpo tão estreito. Eu tirei uma foto dela naquele ângulo, ela olhava para mim, de ponta cabeça. Não sei o que mudou, mas ela começou a tocar o sutiã que havia ganhado de seu cafetão; ela fez uma expressão de quem estava excitada e eu só fiquei quieto, tirando mais fotos.

Jennifer se levantou e montou o móvel velho em que guardava suas roupas, ficou esfregando sua genitália em uma ponta afiada. Ela não olhava para mim, estava de olhos fechados e se segurava firme na madeira cheia de cupins. Continuei tirando fotos, porque acho que era isso que estava deixando ela com tesão. Ela tirou a parte de cima da lingerie e saiu de cima do móvel, voltando a deitar-se do meu lado. Alisou os mamilos rosados, esticou-se na cama em arrepios e apertou o clitóris entre os dedos por cima do tecido fino levemente molhado.
Não soltei a câmera quando ela foi para cima de mim. Tirou minha calça, ficou me punhetando até eu ficar duro. Ela não tinha mãos muito habilidosas. Jenny começou a me chupar, e eu continuei tirando fotos. Não sei o que aconteceu, mas ela começou a conversar comigo quando não estava com meu pau enfiado em sua garganta.

“O Bruce não me deixa chupar sem capa. Eu gosto de sentir as veias, eu quero sentir o gosto, entendeu?”

Eu fiz que sim, mas não disse nada; não queria prolongar a conversa. Os frames saiam borrados quando ela falava demais. Eu só me perguntei mentalmente porque o Bruce nunca havia me dito nada disso. Ele nunca me havia tratada como um das garotas, obviamente, mas tampouco me tratava como os outros meninos que trabalhavam ali. Naquela época, eu achava que ele me considerava um problema por ser menor de idade.

“Eu não gosto de fazer com camisinha. Sexo com camisinha não é sexo”

Não conseguia gozar com ela falando sem parar. Eu estava concentrado demais tirando fotos dela se divertindo com meu pau adolescente. Mordiscou minha virilha, ficou fazendo de tudo, mas nada me fazia gozar. Eu queria ir embora, entregar aquela escova de cabelo logo e checar as mordidas nas coxas roliças de Jane Doe.
Ela montou quis montar em mim e eu deixei. Sem camisinha, ela escorregou meu pênis para dentro dela e ficou me cavalgando, soltando uns gemidos sujos.

“Por que não larga essa câmera e me fode direito?”

Obedeci e deixei a câmera na cabeceira. Ela ficou falando umas palavras ordinárias e eu apertei minhas unhas em suas coxas magras. Dava pra sentir os ossos. Jenny perguntou se eu estava gostando e eu não respondi. Droga de escova de cabelo.
Não sei o que me deu, mas eu inverti as posições. Percebi que não queria estar ali, não teria porque eu estar ali. Ninguém ligava para aquela puta, não teria porque ligar. Puxei seu cabelo seco, ela gemeu alto. A fodi por trás, meu quadril ossudo batendo contra seu traseiro pequeno. Rasguei as meias rosa-claro dela e do nada Jenny parou de gemer.

“Beavis, seu filho da puta.”

Ela não queria mais foder porque eu havia rasgado as meias dela. Só podia ser uma porra de uma piada. Aquilo não me broxou, pelo contrário. Eu ficava com vontade de foder forte quando ficava puto. Continuei puxando o cabelo dela, beliscando os mamilos de um jeito agressivo demais. Ela não reclamou, mas não reagia mais. Era como comer uma boneca, que não era de luxo.
Eu não liguei. Continuei enfiando nela, aquilo estava ficando divertido porque ela estava gemendo de dor. Estava indo rápido demais, a garganta dela soltava uns sons chatos, parecia um animal morrendo. Lembrei-me de quando eu e o Butthead enforcávamos gatinhos da vizinhança, era algo parecido. Enfiei a cara dela no edredom, abafando aquilo por um tempo, porque escutei alguns passos no corredor.

Tudo limpo. Quando desenrosquei os dedos das mechas loiras de Jennifer, descobri que ela estava chorando. Era o que bastava para eu gozar.
“Dentro de você, como você gosta, vadia imunda.” Falei algo assim. Saí de dentro dela e fui para o banheiro lavar o rosto. Quando voltei, Jenny tinha vestido novamente o sutiã rosa e havia tirado as meias rasgadas. Olhava pra elas ainda com o rosto molhado e soluçava alto. Pedi desculpas, perguntei se a havia machucado. Pura hipocrisia, eu não havia feito nada. Poderia ter enchido a cara dela de porrada, se quisesse. Era por isso que eu preferia homens, eles não choravam depois que você fodia eles com força, mesmo que não tivessem pedido. A Jennifer pediu, digo, não exatamente, mas a cara dela simplesmente implorava por uma puxada de cabelo mais intensa.
Ela disse que não estava chorando por causa disso, e me abraçou, como se fossemos um casal. Aquilo me enojou por um tempo, mas eu a abracei de volta e fiz carinho no cabelo seco.
Foi aí que ela me contou que estava grávida. Eu fiquei sem dizer nada e ela chorou mais.
Bruce tinha uma política bem clara sobre gravidez. Se uma das garotas pegasse filho, tinha que cair fora. Parecia uma regra óbvia para qualquer prostíbulo, mas aquilo era estranho, vindo de um cara tão atencioso com suas putas. Sério, ele era como um pai para elas. Eu ouvi histórias de que ele havia pagado faculdade para algumas meninas, mas isso não era comum. Ele só fazia isso com quem confiava totalmente. Só me espantava, no caso, Jane Doe ainda estar ali. Ela era a mais querida por ele e uma das mais velhas.

Sempre imaginei que se, alguma das meninas ficasse grávida, Bruce fosse dar uma boa quantia de dinheiro para a mãe fazer algo de bom com sua vida. Não era assim; se uma garota estivesse esperando filho, ela tinha que fazer as malas e sair dali o mais rápido possível.
Jennifer não tinha cara de mãe. Ela era jovem demais, tinha um rosto de filha. Parecia que ela ia abortar, não sei, fiquei aéreo depois que ela falou a primeira frase. Não conseguia prestar muita atenção nas coisas, ainda mais quando estava nervoso, e não ia pedir para ela repetir tudo de novo. Continuei abraçando-a, disse que ia ficar tudo bem, só porque achava que era isso que ela queria ouvir.
Ela falou que não queria ir embora dali, que era tudo que tinha. Eu parei para pensar no quanto a vida da Jennifer era uma merda, porque aquele lugar estava longe de ser um paraíso. Saí do quarto e fui tomar um banho. Nunca mais vi a cara da Jenny, depois daquilo. Depois de algumas semanas, encontraram ela morta no banheiro da suíte. Ninguém chorou.

Disseram que ela tinha enfiado alguma coisa afiada na boceta e sangrado até esvaziar. Ficaram dizendo que Jennifer era dessas, uma louca sexual que não valia nada. Uma vez eu havia visto na TV que as mulheres abortavam fazendo esse tipo de coisa, mas eu não disse nada.
Depois de algumas semanas, eu pedi uma grana adiantada para o Bruce e fui fazer um exame de HIV. Negativo. Naqueles dias, não tinha nem ficado nervoso pelo fato de que poderia estar infectado. Eu só pensava em Jennifer e no quanto ela havia ficado bonita com aquela lingerie. 

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